Luziane Ramos Sales

Potencial antioxidante e antifúngico de bráctea e semente de Araucaria angustifolia da região de Curitibanos, SC.

 

 Resumo:

A concepção de uma consciência ecológica e a busca pela preservação do meio ambiente tem gerado a necessidade de desenvolver métodos alternativos para o controle de fitopatógenos, buscando assim, minimizar os impactos ambientais resultantes do uso de agrotóxicos, bem como minimizar os efeitos da resistência dos fitopatógenos contra esses agentes químicos. Neste contexto, a espécie vegetal Araucaria angustifolia (família Araucareaceae), amplamente utilizada como fonte de alimentos, é nativa da mesorregião Serrana Catarinense e têm despertado o interesse em pesquisas científicas devido à presença de compostos bioativos com diferentes propriedades benéficas tanto nas brácteas quanto nos pinhões (sementes). Apesar disso, toneladas de brácteas são descartadas anualmente no Sul do Brasil, o que além de gerar resíduos ao meio ambiente, pode levar ao desperdício de uma parte com possível potencial biológico para aplicações no manejo de áreas agrícolas. Com base na ausência de estudos sobre o potencial da A. angustifolia no manejo de pragas que afetam a produção agrícola, bem como em evidências da atividade antifúngica oriunda de extratos de plantas contendo fenólicos e outros compostos bioativos, o objetivo deste estudo será quantificar alguns compostos bioativos (fenólicos totais e flavonoides), além de avaliar a atividade antioxidante in vitro e antifúngica (contra os fitopatógenos Fusarium solani, Sclerotinia esclerotiorum e Colletotrichum gloeosporioides) dos extratos aquoso e hidroalcoólico de brácteas e sementes de A. angustifolia. Espera-se que os dados obtidos neste estudo contribuam para o desenvolvimento de alternativas mais sustentáveis para o controle de fitopatógenos, minimizando assim, os danos ao meio ambiente e à saúde humana.

 

Data e horário : 22 de agosto de 2017, às 13:30 h.

Local: CEDUP, sala 209.